12º POA EM COPO: Já são 12 anos, mais infos no link

Centurion Imperial IPA

Mais uma da série catada na Cervelar, em Buenos Aires. Depois de me decepcionar com as Sixtofer, e de surpreender com o equilíbrio robusto e vinificado da Grosa, chegou a hora de abrir esta edição limitada da Cerveceria Artesanal Centurion. É uma cervejaria pequena de Morron, cidade próxima a Buenos Aires, que produz boas Ales e Lagers de aceitação mais fácil, mas se atreveu a engarrafar esta Imperial IPA, em uma bela garrafa estilo espumante de 750ml, com rolha, e um rótulo em papel reciclado, com bela “arte” remetendo ao artesanal e antigo, e garrafas numeradas a mão. Vamos a ela

Centurion Imperial Indian Pale Ale

Garrafa número 0051

ABV 9,2%

IBU: Não informado.

No copo, cor marrom acobreada, turva, e com carbonatação muito baixa, sem colarinho. O aspecto visual, confesso, que não é dos melhores. Se não fosse o estouro ao abrir a garrafa, diria que está choca.

No aroma, fruta passa, adocicado e licoroso. Remete mais a uma Barley Wine que a uma Imperial IPA, contudo, tem algo de herbáceo no fundo que denuncia o lúpulo.

Na boca, a baixa carbonatação comprometeu. Está adocicada, o lúpulo ficou somente no retro-gosto, e me lembra muito mais uma Barley Wine que uma Imperial IPA.

Não é uma cerveja ruim, mas também não é nem uma boa Barley Wine, e muito menos uma boa Imperial Ipa. Mas, como tudo no mundo cervejeiro, vale a audácia! Acho que vou ter que abrir aquela Perigosa de 330ml que tá ali na prateleria, depois desta… Prosit!

01/02/2012

Sempre que aquele parceiro teu começa a fabricar sua ceva, fica aquela pontinha de admiração e inveja da preguiça do que vos escreve. Além disso, fica aquela curiosidade de ver “como anda”. E claro, aquela experiência única de provar uma ceva que vai do lixo contaminado ao excepcionalmente razoável. Claro, por que não é de prima que se faz ceva boa. Leva tempo, estudo, dedicação, e tudo mais que sabemos. E o Guilherme Veit, com sua produção “escondida” mais que a BlackOps da Brooklyn, surpreendeu hoje levando uma garrafa de presente da “La Segunda”, segunda leva, e mandando um mail para mostrar que aquilo é mais que uma empreitada na cerveja artesanal. É uma paixão, e, como ele coloca muito bem, algo coletivo. Coletivo pois ele sempre faz suas brassagens em Bom Princípio, berço do Clan Veit no RS. Coletivo pois ele compartilha alegremente a brassagem com a familia. E coletivo pois são os familiares e amigos que estão provando estas primeiras levas. Mas, chega de papo, vamos aos fatos, e também vale conferir o blog da VietBier:

veitbier.blogspot.com

LA SEGUNDA VEITBIER

Estilo: Veit Style Ale

ABV: paradeiro desconhecido

No copo, boa formação de espuma branca, de média densidade e pouca duração. De cor dourado pálida, com algo de turbidez, se nota que teve alguma filtragem. 

No aroma, fermento e algo de diacetil, com maracujá e cítrico de lúpulo.

Na boca, sinceramente, surpreendeu. Para quem estava esperando aquele gosto de fermentação incompleta e acidez, o que senti foi um equilibrio. O malte estava lá, adocicado, o lúpulo ficou suave, e a drinkability estava realmente adequada para “primeiras levas”. Nenhum “Gran Cru”, mas perfeitamente tomável. Ficou com pouco corpo, talvez tenha que caprichar mais na concentração de malte e lúpulo, e ter um tempo maior no fermentador, para suavizar a doçura, mas, está no caminho. Que venham as terceiras, quartas, quintas, enfim! Que continue a evolução do cervejeiro! Grande Veit!

17/01/2012

BrewDog Paradox Isle of Arran

Tem cervejas que são nirvana para amantes de cervejas extremas. A Paradox é uma delas. A Cervejaria escocesa BrewDog se orgulha de suas aventuranças nos extremos cervejeiros, com sua Punk IPA espetacular, e esta Imperial Stout envelhecida em Barris de Carvalho Americano, que foram usados para envelhecer Bourbon Americano, enviados para a escócia, onde envelheceram Wiskeys selecionados, e agora esta encorpada cerveja. Confesso que a primeira vez que tomei ela, lá no BierMarkt, já tava passado do ponto, tendo degustado muita coisa antes. E tive o prazer de receber esta de presente do Adolfo do BierMarkt, para comemorar minha promoção na empresa. Grande presente, e to cumprindo a promessa de degustar ela como corresponde.

Que vou dizer, além de gelar um pouco mais o ar condicionado forte e degustar…

BrewDog Paradox Isle of Array

Estilo: Imperial Stout

ABV: 10%

Na taça, um negro intenso, sem deixar passar nada de luz, mas ao mesmo tempo, límpido. Espuma densa, bege, cremosa, de boa duração.

No aroma, alcool, madeira, wiskey, um toque de café. Intenso e envolvente como a cor.

Na boca, uma explosão. Esperava um amargor inicial que não veio. E sim, um doce de malte, com mistura de café e alcool, finalizando com madeira e, e aí sim, amargor de café e wiskey. Baita ceva, de tomar de joelhos, e rezando pela próxima oportunidade de tomar este “soco na cara”.

15/01/2012

ALenda Bier Rauchweizen

Promessa é dívida. Depois de quase dois meses que o Eduardo me mandou uma garrafa da Rauchweizen feita pela ALenda, que tive tempo de degustar e deixar as opiniões como corresponde.

Confesso que não sou fã do estilo, mas também pouco conhecedor. Não gostei em nada da Rauchbier da Eisenbahn. O sabor do malte tostado (ou carvalho na maturação, como alguns colocam), sempre me pareceu agressivo demais, matando o gosto da “cerveja”, mas, gosto é gosto, não estou dizendo que é ruim. Logo, provar esta cerveja e imaginar o contexto ideal foi um desafio.

Alenda Bier Rauchweizen

ABV:?

35% de Malte defumado

No copo, cor de caramelo claro, mel, meio turva. Espuma branca de média densidade e média duração, mas deixando um perlage no copo até o final.

No nariz, amêndoa, levedura e turfa. O defumado é sutil, mas presente, sem agredir.

No paladar, a primeira impressão é do lúpulo, a média carbonatação deixa um frisante suave na língua, e logo na primeira respiração o defumado se mostra, seco, quase salgado. O retrogosto realça o bacon e o malte de trigo, deixando uma certa viscosidade no paladar. Sem dúvida, excepcional para acompanhar uma bela costela defumada ao estilo Kansas, ou para apiretivar com torresmo e amendoim. Parabéns ao Eduardo por inovar com este exemplar. Quando teremos produção permanente!!!!????

Prosit! 

06/12/2011

Finalmente resolvi degustar como merece a Apolinário Weizenbock, edição comemorativa feita pela Anner para os 5 anos deste templo cervejeiro. Vai ai as impressões:

Apolinário Weizenbock

Edição Comemorativa 5 Anos

Produzida pela Cervejaria Anner ABV 6,0%

No copo, cor café, levemente turva, com espuma cremosa de média permanencia.

No aroma, bastante banana, cravo, levedo, canela.

Na boca, novamente banana e canela, com a explosão do gás dando acidez e terminando com um lúpulo suave e malte tostado. Excelente drinkabillity, sem ser demasiado doce para uma weizenbock, como somente o olfato pode indicar. Bela edição para comemorar o aniversário! Parabéns ao Apolinário e a Anner pela bela cerveja.

05/12/2011

Saint Bier Bock

Não consegui ir no lançamento da Weiss da Saint Bier no BierMarkt, mas, por sorte, hoje estive lá e me deram uma Bock da cervejaria para provar. Conheci a Saint Bier após a Joint Venture com a Cervejaria Coruja, que deixou suas instalações em Teotonia para dividir a fábrica (com maior porte) com a Saint Bier, em Forquilhinha, interior de Santa Catarina.

Vamos aos fatos:

Saint Bier Bock

Estilo: Traditional Bock

ABV: 5,5%

No copo, mostrou bela espuma, cor caramelo, de média densidade e duração. Cor caramelo clara, translúcida.

No aroma, malte, mel, caramelo, algo de chocolate. Enfim, sabores doces, sem nenhum diacetil, nem cítrico nem herbal. O que esperar de uma bock tradicional.

Na boca, o doce do malte se faz presente no começo, mostrando um pouco do lúpulo no meio da língua, para voltar a mostrar o malte e a carbonatação na garganta, deixando um retrogosto adocicado e de grama.

03/12/2011

ABADESSA Hildegard von Bingen

E fomos no lançamento desta sazonal da Abadessa, edição 2011. Não é preciso falar o quanto sou fã da cervejaria. Desde que conheci o Herbert Schumacher, proprietário, faço questão de levar barril de Abadessa Export em todo churrasco maior que organizo, para mostrar o que é “beber menos, beber melhor”. E ele imediatamente apoiou o POA EM COPO, pois acredita que o evento tem uma coisa que falta aqui no Brasil: Tradição. Se surpreendeu ao saber destes anos todos que estes amigos se reunem para tomar boas cervejas.

Mas bem, tradição é bem o que resume esta sazonal da Abadessa, a Hildegard von Bingen, uma weizenbier com 4,7% ABV. O nome é homenagem a freia alemã que foi a primeira a registrar o uso do lúpulo na cerveja. E bem, provei a cerveja no biermarkt e agora faço de novo aqui em casa, com mais cuidado, para poder passar as impressões.

No copo, bela cerveja dourada e um pouco turva, formando uma espuma consistente e duraroura no copo, de cor branca.

No aroma, malte e banana. Um suave traço de canela também está, sutil, no fundo.

Na boca, remete ao malte na lingua, denunciando a docura. E no final, mostra uma acidez e amargor no fundo da boca, conflitando entre eles mas unido perfeitamente. 

Muito boa a edicao deste ano. Sem duvida, uma Weizenbokk presando a tradicao.

28/11/2011

E fomos no dia 17 de Novembro no Apolinário, para prestigiar os 5 anos deste bar que é um templo da boa cerveja na Cidade Baixa. Para comemorar o aniversário, o bar encomendou duas edições especiais de cerveja. Uma cítrica IPA da Babilônia, e uma bela Weizenbock da Anner. A noite correu animada, com a presença de várias figuras do circuito cervejeiro da cidade.

Degustamos as duas cervejas comemorativas, e, no final da noite, fui presenteado com uma garrafa da Weizenbock, que está esperando um momento de reunião da confraria para nova degustação. Igual, anotei e publico aqui as impressões sobre esta bela ceva feita pela Anner em comemoração aos 5 anos do Bar:

Apolinário Weizenbock

Edição Comemorativa 5 Anos

Produzida pela Cervejaria Anner ABV 6,0%

No copo, bom corpo, turva, com espuma cremosa e persistente.

No aroma, bastante banana, canela e algo de malte.

Na boca, novamente banana e canela, com a explosão do gás dando acidez e terminando com um lúpulo suave. Excelente drinkabillity, sem ser demasiado doce para uma weizenbock. Bela edição para comemorar o aniversário! Parabéns ao Apolinário.

17/11/2011

Lançamento Hildegard von Bingen Weizenbier ABADESSA

E será na quinta-feira, dia 24 de novembro, o lançamento da Hildegard Von Bingen da Abadessa, cerveja sazonal estilo Weizenbier. O lançamento será no BierMarkt, e o Herbert Schumacher, sócio da Abadessa, vai aproveitar a ocasião para introduzir aos degustadores um pouco mais da história desta cerveja.

Vale conferir!

17/11/2011

GOLE EXTRA - POA EM COPO - NOVEMBRO

 

Salve, salve…
Outubro deixa as celebrações da colheita na Baviera para trás, mas já tras aquele gostinho de verão. Algumas novidades do cenário mundial;
1) Presença na Oktoberfest de Munich:
Os confrades Fabio Pias, Marcelo Pias e Guilherme Veit foram conferir se a Oktoberfest de Munich é realmente melhor organizada que a de Igrejinha. Claro, como bom gaúcho, é ver pra crer. E cumpriram o ritual de provar um mass de cada uma das cervejarias presentes. Que missão árdua, que tomou dois dias de visita aos pavilhões. Prosit!
2) 6 Encontro Aberto da Acerva Gaúcha:
O encontro da ACerva não decepcionou, com lotação máxima de mil pessoas, e presença de praticamente TODAS as cervejas degustadas no Roteiro do POA EM COPO. Claro, alguns confrades aproveitaram para provar novamente elas. Em destaque, o nosso confrade e mestre cervejeiro Marcelo Pias, que levou uma Irish Red Ale ao encontro. Uma bela rauchweizen da ALenda Bier, a KGB e Mamba Beer do Ghenter, além das já consagradas cevas do Lagom, Baldhead, Seasons, Abadessa, Rasen, Anner, e por ai afora. Baita evento, parabéns a Acerva.
3) Cerveja Lourival
E para o POA EM COPO 2012 já está fechado! No Lourival, vamos degustar a Cerveja Lourival!!! De tanto primar pela variedade e qualidade das cevas do Lugar, o Paulo e o Leandro decidiram empreitar em uma marca própria. 
Um dos bares mais tradicionais do Rio Grande do Sul, aberto desde 1953 em Porto Alegre, o Lourival agora terá sua própria cerveja de produção artesanal. A iniciativa partiu do proprietário do estabelecimento, o empresário Leandro Rodriguez, com o objetivo inicial de celebrar a rica história e o aniversário de 58 anos do Lourival Bar, oferecendo aos seus cativos frequentadores uma cerveja exclusiva.
A microcervejaria catarinense Saint Bier, localizada na cidade de Forquilhinha-SC, foi a escolhida para ser parceira do Lourival no negócio. A empresa, que iniciou suas operações em 2008, atualmente produz 25 mil litros de cerveja e chope artesanais por mês. Os produtos da Saint Bier são de “puro malte” e sem conservantes, sendo distribuídos nas cidades do litoral de Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.
A cerveja do Lourival Bar será do tipo Pilsen, que se caracteriza pelo amargor, coloração dourada e transparência. É o gênero de cerveja mais consumido em todo o mundo. O Lourival irá comercializá-la em garrafas de 970 mililitros (ml), com o preço unitário de R$ 16,90. O primeiro lote destinado ao bar porto-alegrense será de mil vasilhames.
O projeto, que em princípio seria apenas uma ação pontual em comemoração do aniversário do Lourival, já ganhou perspectivas maiores. Leandro Rodriguez afirma estar aguardando apenas a certificação do Ministério da Agricultura, o que deve ocorrer em breve, para começar uma estratégia de distribuição da cerveja em todo o Brasil.
“Além disso, tendo a cerveja própria como ponta-de-lança, também estamos iniciando um plano de franquias do Lourival, para transformá-lo em uma marca ainda mais forte, que possa se expandir para outras cidades, através de um modelo de negócio bem definido”, conta Rodriguez.
Para seus frequentadores, o Lourival Bar é sinônimo de cerveja gelada, bate-papo em boa companhia, comidinha gostosa e ambiente acolhedor. O lugar conserva o aspecto de botecão e mantém clientela fidelíssima.
4) Aniversário 5 Anos Apolinário
Nem parece, mas sim, o Apolinário, na cidade baixa, ainda é “menor de idade”, mas dá para ir lá e beber e comer muito bem, e cada vez melhor!
Dia 17 de Novembro, nesta quinta, o Apolinário completa 5 anos de belas cervejas e petiscos. Motivo mais que de sobra para ir lá provar um escondidinho de charque, e algumas das melhores cervejas do Brasil e internacionais. O Alessandro prometeu novidades na carta, com alguma artesanal gaúcha em edição comemorativa. Esta eu não vou perder. Parabéns ao Apolinário!
5) Premio Bebendo Bem 2011:
E o Fabian Ponzi, editor do blog cervejeiro “Bebendo Bem” e confrade, lançou este ano o Premio Bebendo Bem 2011.
Várias cevas do roteiro do PEC estão lá, como as da Seasons , Baldhead e da Abadessa. A votação é popular e termina dia 15/12, ao meio dia.
Confere e vota:
Prosit!

Schutz
12nd POA EM COPO
Twitter: @poaemcopo
www.poaemcopo.com.br
poaemcopo@yahoo.com
15/11/2011

GOLE EXTRA - POA EM COPO

Notícias da Cultura Cervejeira para reencontrar o pessoal:

Agenda Cultural POA EM COPO:

SEXTO ENCONTRO ABERTO - ACERVA GAÚCHA

Imagina um POA EM COPO, só que com todas as excelentes cevas do nosso estado em um lugar só?

Se continua lendo, é por que não infartou com a idéia, e pode conferir! O Encontro Aberto da ACERVA Gaúcha será dia 23 de Outubro, Domingo, na Casa do Gaúcho. São mais de 70 cevas especiais do nosso estado, e por 60 conto, ganha copo, almoço e degusta a vontade! Excelente desculpa para juntar os parceiros do POA EM COPO, com sua camiseta, para uma baita foto!

Mas corre para comprar logo o ingresso! Já garanti o meu!

Sobre o Evento

A Acerva Gaúcha é uma associação que reúne pessoas que produzem cerveja em casa, de forma artesanal. Entre as principais atividades da associação estão encontros periódicos em que os associados trocam informações e experimentam as cervejas produzidas pelos demais. Uma vez por semestre, a Acerva promove um evento diferente, aberto ao público, no qual os associados expõem suas cervejas para degustação de todos, em um clima de festa.

Na última edição tivemos a participação de mais de setecentas pessoas, esgotando os ingressos com mais de uma semana de antecedência! E agora chegou a hora da sexta edição dos Encontros Abertos da Acerva Gaúcha. Entre cervejas caseiras e de microcervejarias, serão mais de 1800 litros de cerveja, servidas pelos respectivos produtores.

TODAS as cevas do nosso roteiro de 2012 vão estar lá (Pias Bier, Abadessa, ALenda, BaldHead, Lagom, Coruja, Whitehead, Seasons).

Mais infos no site:

http://www.acervagaucha.com.br/eventos/encontros-abertos/item/20-vi-encontro-aberto

E ingressos no Lagom, BierMarkt, Apolinário, e A Toca.

Oktoberfest Sogipa:

Data: 23/10/2011 e 30/10/2011

Horários: Das 11h às 20h

Local: Todo a Sogipa

Descrição: A Oktoberfest da Sogipa vive seu primeiro domingo dia 23. Vários stands colocarão à disposição um cardápio tradicional. Não faltarão salsicha bock, batata alemã, lombo de porco, salsicha branca grelhada, pretzel, chucrute, entre outros. Brincadeiras, música e joguetes infantis também são atrações do evento. A animação ficará por conta das bandas Força Total, Tropical Brass, no primeiro domingo. Associados têm entrada franca. Não associados podem adquirir seus ingressos na secretaria administrativa do clube a partir de 17 de outubro por R$ 15,00 (ingressos para um domingo) e R$ 20,00 (passaporte para os dois domingos).

Dá para levar a pirralhada, para tirar de casa. Family welcome! Sugiro o Domingo 30, para não coincidir com o Encontro da Acerva.

Prosit!

13/10/2011

Degustação Coletiva

Degustação Coletiva

Segunda-feira geralmente é um dia da semana que não reserva muitas expectativas para a maioria das pessoas, principalmente quando se fala de cerveja, tão ligada ás sextas-feiras. Por outro lado basta reunir algumas cervejas da adega e marcar um bate papo com quem gosta da bebida para que a segunda-feira se torne um dia especial. Decidimos nos reunir (Flavio Roese,do cerveja para dois.Fabian Ponzi, do blog Bebendobem e Paulo Schutz ,do blog Poa em copo) para colocar o papo em dia e obviamente falar da nossa grande paixão, a cerveja. Degustamos nove rótulos de diversos estilos, e abaixo comento um pouco sobre cada um deles:


Anchor Steam Beer: Cerveja do estilo California Common, 4.8%ABV, que apesar de ser uma lager tem muitas características de ale, devido ao seu método de fabricação. Cerveja com toques de malte, caramelo, leve lúpulo e frutado. Bastante agradável e aromática.
Muskoka Mad Tom IPA: Cerveja canadense do estilo India Pale Ale, 6.4%ABV, 64IBU,com boa presença de malte, lúpulo e bem balanceada, inspirada nas inglesas clássicas do estilo. Bela cerveja, para mim uma grata surpresa vinda do Canadá.
Coopers Vintage Ale 2008: Cerveja do estilo English strong ale, 7.5% ABV, com uma boa base maltada e toques frutados e caramelizados. Feita para a guarda, desenvolve novos aromas e fica mais equilibrada.
Sierra Nevada Bigfoot 2011: Esta Barley wine de 9.6%ABV e 90IBU também é feita para a guarda. Na do ano de 2011 o lúpulo e o álcool ainda estão muito pronunciados, mas já da para vislumbrar como ela deve ficar com o tempo,pois é uma cerveja de muita personalidade.
St. Feuillien Saison: Cerveja belga do estilo Saison/Farmhouse ale, 6.5%ABV, com toques cítricos, de levedura e lupulados. Leve e agradável, mas com aroma e sabor bem marcantes.
Meantime Smoked Bock: Cerveja do estilo other smoked beer com 6%ABV. É possível perceber nessa cerveja toda a base maltada e adocicada da bock e ao mesmo tempo seu toque defumado,sem que um interfira na presença do outro,formando um conjunto bem interessante.
Lost Abbey The Angels Share 2009: Esta pontente Barley wine de 11.5%ABV, maturada em barris de carvalho, apresenta pouca espuma e sua textura lembra um licor. O ponto forte é o seu aroma, com notas de ameixas, rum, madeira e baunilha, muito complexo. O álcool é bem perceptível no aroma, mas não chega a comprometer o conjunto. 

Geuze Mariage Parfait 2004: Cerveja do estilo lambic/gueuze com 8%ABV. Apresenta notas avinagradas, de levedura de champagne e amadeiradas bem destacadas, que são características do estilo.
Particularmente gosto bastante desse tipo de cerveja.

Goose Island Bourbon County 2009: Essa belíssima Imperial Stout de 13%ABV e 60IBU é uma das melhores do estilo que já degustei. Maturada em barris de carvalho que abrigavam Bourbon, tem notas de malte torrado, café, chocolate, baunilha, bourbon e amadeirado, formando um aroma muito complexo e um conjunto maravilhoso.

Grande degustação e boas conversas animam qualquer segunda-feira. Abração aos colegas Fabian e Paulo.

13/10/2011

E já tem participante do POA EM COPO mostrando seu orgulho naquela festinha popular de Munich! Uma tal de oktoberfest! Aos Irmãos Pias e ao Veit: CAUTELA que ai não tem van!!!!

23/09/2011
16/09/2011

PIAS BIER OATMEAL STOUT

Quando o Marcelo Pias começou a fazer sua própria cerveja artesanal, fui um dos primeiros a pedir para provar. Não que eu sofra de algum instinto de auto-punição, na opinião de alguns, mas é muito interessante acompanhar a evolução de um cervejeiro. Com ele, não foi diferente. Das já esperadas Ales maltadas e com gosto de fermento das primeiras levas de um cervejeiro, hoje as cervejas do Marcelo já possuem um belo equilíbrio, e vale destacar que ele sempre “arrojou” para um principiante, na formulação de suas cervejas. Vide uma Red Ale que colocou um pouco de canela, e agora esta bela OATMEAL STOUT, que levou café na formulação, além da esperada aveia. Foi uma excelente pedida para começar os trabalhos do 12º POA EM COPO, pois, para as 14h30m da tarde de sábado, com muitos com o almoço recém chegado no estomago, caiu como uma luva esta ceva com gosto marcante de café. Perfeito para substituir o cafezinho!

PIAS BIER OATMEAL STOUT

Versão especial para o 12º POA EM COPO.

Estilo Oatmeal Stout - 6% ABV

No copo, cor de mogno, marrom forte, com traços acobreados nas bordas. A espuma de média densidade mas boa duração no copo.

No odor, predomina o café, com malte e castanhas.

No paladar, novamente o café, lúpulo, e gosto persistente de café na boca. Talvez o café ficou um pouco forte demais na cerveja, matando um pouco os outros elementos, mas, para substituir o cafezinho após uma refeição, foi a pedida perfeita. Cerveja de personalidade, que mostra que o cervejeiro está no caminho certo!

Prosit!

14/09/2011

CORUJA EXTRA VIVA:

Esta cerveja logo chamou a atenção pela sua garrafa, que parece um frasco de remédio gigante, bem retro, com serigrafia direto no vidro, e com um sabor marcante e fresco, que, por sinal, se “passar” um pouco, fica com uma acidez que compromete. Logo, a cervejaria, original de Teutônia, se especializou em distribuir bem o produto, que dura no máximo 30 dias nas versões não pasteurizadas. E são estas que vamos tomar no POA EM COPO. A Coruja Extra Viva, com excelente concentração de maltes.

Para poder alçar novos voos, reduzindo custos e com maior profissionalização na fábria, a cervejaria se juntou com a Saint Bier e inaugurou ano passado uma fábrica nova, em Forquilinha, interior de Santa Cataria.

Iremos provar esta excelente cerveja no A TOCA DA CORUJA, onde poderemos desfrutar ela diretamente do barril, sempre fresca.

CORUJA EXTRA VIVA:

Uma Premium American Larger, que surpreende por revelar 6,5% de alcool.

Cor ambar, com espuma cremosa e densa, de boa persistência.

No aroma, malte e levedura.

No paladar, começa adocicada, mas mostra o lúpulo no fundo da boca, ainda com notas da levedura, mel, e um toque cítrico de diacetil que não compromete. Excelente cerveja para o estilo proposto!

Prosit!

21/08/2011

A Cervejaria Seasons:

Conheci as cevas da Seasons no Lagom, e logo fiquei viciado pela vaca verde. Cerveja de personalidade, que surpreende por ser brasileira e ainda mais Porto Alegrense. Só conhecia algo parecido das cervejarias Brewdog, escocesa, e Flying Dog, americana, famosas por fazerem cervejas de personalidade, e específica para nichos de apreciadores. Conhecendo o Léo e a Carol, que tu entendes mais ainda a personalidade da cervejaria. Ele falou que faz a Green Cow escutando de Pink Floyd a Nirvana, e realmente foi uma definição perfeita. Se o Zeca foi o “traíra” da Brahma ou vendido pra ela, o Kurt Cobain seria o garoto propaganda da Seasons.

Tirei o “Sobre a Seasons” direto do site deles, pois acho que, pela personalidade dos criadores, sócios e casal, relata bem o estilo e proposta:

““Filhos de imigrantes alemães, o casal Leonardo Sewald e Caroline Bender chegou ao Brasil em 1800-“e lá vai o índio correndo” para criar a cervejaria artesanal mais antiga do Brasil, fabricando cervejas com ingredientes selecionados, tais como o mais puro malte, lúpulo importado e água da melhor qualidade…” Pois é, em um universo paralelo, a história da Seasons pode até ser isso aí. Mas por aqui a história é um pouco mais original.

A Cervejaria Seasons é uma cervejaria não usual. Aqui, fazemos cervejas com criatividade, usando os mais diversos ingredientes e processos de forma a agregar mais sabor para nossas filhotas, as cervejas.

Localizada no bairro Anchieta, em Porto Alegre/RS, a cervejaria foi criada com o intuito não apenas de criar receitas originais, de cervejas de qualidade e consistência de sabor, mas também de disseminar a cultura cervejeira, através de projetos em conjunto com a comunidade de homebrewers, com outras cervejarias parceiras, apoiando toda e qualquer idéia que fortaleça o conceito da “boa cerveja” no Brasil.”

 E, trocando e-mails com ele, fechamos de inovar este ano, e ir visitar, pela primeira vez uma cervejaria no POA EM COPO. Se o POA EM COPO foi pioneiro no Pub Crowl em Porto Alegre, nada como ser a Seasons a cervejaria pioneira em nos receber!

 Green Cow IPA:

Degustação:

Estilo: American Indian Pale Ale

ABV: 6,2%

IBU: 62

Cor acobreada, palha, cristalina, tipica pale ale com boa filtragem.

Espuma densa, de boa formação e média permanência, cor branca.

Aroma de lúpulo, cítrico, lemon-gress, herbal, com um leve malte adocicado e convidativo.

Na boca, mostra que o aroma é suave comparado com seu paladar, como uma bela planta carnívora esperando pela próxima refeição. O lúpulo centennial mostra para o que veio, já na ponta da língua, e invade os cantos da boca, mostrando todo seu amargor, nesta cerveja de IBU 62. No paladar, novamente cítrico, herbal, lupulado, lupulado, lupulado. Enfim, tudo que o seu rótulo e proposta vendem, mas sem perder a drinkability. Cerveja de personalidade, de nicho, mas, sem dúvida, uma perfeita American Indian Pale Ale! Parabéns ao Léo Sewald! As vacas verdes vão assustar alguns no POA EM COPO, mas deixarão ainda mais apreciadores.

Prosit!

PS: Fotos do Cerveja Para Dois

11/08/2011

BALDHEAD BELGIAN DARK STRONG ALE:

No encontro da ACerva Gaúcha, quando passou um careca na minha frente, tive o pressentimento que o rosto era conhecido…

Claro! Era o Baldhead! O nome e logo desta microcervejaria aqui de Porto Alegre são emblemáticos, passando uma mensagem de tradição cervejeira (monges trappistas), mas com toque moderno ao mesmo tempo.

O nome, Baldhead, não poderia ser melhor, principalmente depois que tu conheces o Giuliano, figuraça e mestre cervejeiro desta micro. 

E esta cervejaria nasceu da melhor forma possível: Amizade, que só se reforçou quando os dois sócios (Giuliano e Filipo) viajaram juntos, em 2004, para a Europa, e começaram a conhecer melhor o mundo cervejeiro de verdade. Conhecendo a história desta dupla, que hoje elabora e administra a Baldhead, vemos que ser microcervejeiro no Brasil é um grande desafio, mas com paixão e prezando por um produto de qualidade, tem muito espaço ainda.

E só pela história de amizade da cervejaria, já valia a pena incluir ela no POA EM COPO, que é no fundo um grande encontro de amigos. Mas, a Belgian Dark Strong Ale é uma cerveja muito bem elaborada, além de se atrever no estilo Belgian Dark. Quem sabe em 2012 não temos visita na cervejaria durante o POA EM COPO?

Degustação:

No copo, cor amadeirada, marrom, com tons vermelhos. Espuma de boa densidade,  e formação, cremosa, cor creme, com boa permanencia.

No olfato, passas, chocolate ao rum. Na boca, mostra o corpo, com o gosto de torrefação e doçura do malte, licorosa. Começa com chocolate e termina com café. Boa carbonatação harmoniza ainda mais o conjunto, deixando um gosto adocicado na boca.

Sem duvida, vai deixar novos adictos no POA EM COPO deste ano. Parabéns ao Careca por esta bela cerva!

01/08/2011

ALenda Bier Weizenbock:

Não sei bem a história da cervejaria, mas esta weizenbock, feita em Morro Reuter, interior do RS, surpreende. Confesso que já tinha provado no encontro da ACerva Gaúcha, mas, somente depois que comprei uma na A Toca do Vice, que pude apreciar como corresponde esta bela morena. Fui na cara dura e fiz contato com o Eduardo, mestre cervejeiro da ALenda, que respondeu prontamente, e já garantiu uma edição especial para o POA EM COPO deste ano.

Degustação:

De cor marro escura, espuma densa e de média duração.

No aroma, já mostra o malte de trigo e fermento. Banana e cravo, com percepção do álcool.

Na boca, novamente malte, adocicado, novamente aparecendo o cravo, com final mostrando o lúpulo e o calor do alcool. Mas tudo em um excelente equilíbrio.

Não posso falar mais nada! Saber que temos uma ceva destas feita no interior do Rio Grande do Sul me enche de orgulho. Parabéns Eduardo pelo ótimo trabalho!

Prosit!


30/07/2011

Anner Bier Special Bitter:

Cervejaria artesanal de Porto Alegre, que sempre apreciei pela excelente produção visual que possui, com rótulos muito bons. Tanto que foi a primeira cerveja nacional que vi no excelente blog http://www.ohbeautifulbeer.com/.

Do site da Anner:

“A Anner Cervejas Especiais foi fundada em 29 de janeiro de 2007 para oferecer novas cervejas a quem já estava cansado de beber as mesmas coisas sem gosto. Desde lá, a cervejaria continua com o mesmo objetivo: fazer cervejas complexas, que combinam aromas e sabores de diferentes estilos em algo novo, com a mesma qualidade das craft breweries americanas e européias.”

Pela Special Bitter, confesso que conseguiram! Orgulho gaúcho! Prosit!

Degustação:

Na cor, meio turva, marrom clara, remetendo a chá mates, com reflexos vermelho. Espuma de boa cremosidade, com média duração, mas deixando um perlage persistente no copo até o final.

No aroma, frutado, malte, maracujá e álcool. Na boca, começa com um frutado, doce, mas que logo revela o lúpulo, com toque cítrico, destacando maracujá novamente. Muito bom balanço de doçura e amargor.

29/07/2011
79121 Tocar

E morreu neste fim de semana Amy Winehouse… Incrível, bons músicos e compositores deixam seu nome e partem geralmente cedo. Já o conjunto Calipson e a Sandy parecem ter uma saúde do cão… Bom, se a Amy fosse uma cerveja, seria certamente uma Porter… Prost!

24/07/2011

FULLER´S LONDON PORTER:

Sempre fui fascinado pelas cervejas da Fuller, autenticos representantes da tradição bretanha das Ales. Esta Porter não deixa por menos. Mostra toda a origem do estilo, na região portuária de Londres, que se espalhou pelo mundo e evoluiu para a Stout na Irlanda, por exemplo. A Porter foi a cerveja mais tradicional de londres por um tempo, no século 18 e 19. Ela deriva do hábito dos clientes em pedir mistura de diferentes cervejas nos pubs.

Em 1722 o mestre cervejeiro Ralph Harwood criou uma cerveja que se parecia muito com uma combinação popular que levava três cervejas diferentes. Ela se difundiu rapidamente pois aumentava a eficiência do barman e exigia menos paciência do cliente.

Dentre as diferentes “tribos” de Londres da época, inicialmente esta combinação se tornou extremamente popular entre o pessoal que carregava e descarregava os navios de mercadorias — os porters.

Eventualmente o estilo se tornou o mais popular do Reino Unido. Existiam cervejarias que só fabricavam Porter, e ganhavam muito dinheiro com isso. Para baratear custos era necessário aumentar o volume da produção e logo começou uma competição entre as cervejarias Londrinas para ver quem construía os maiores tonéis para armazenar tanta cerveja.

Uma cervejaria chamada Meux Brewery possuía alguns tonéis, sendo o maior com capacidade de mais de 600.000 litros (pqp!). Era tão grande que para marcar o evento  fizeram um jantar de inauguração com 200 pessoas… DENTRO do tonel. Em 1814, infelizmente, ele se rompeu. Um verdadeiro tsunami invadiu as ruas de Londres e oito pessoas morreram. As mortes foram atribuídas a afogamento, ferimentos, e embriaguez. Pois é, um herói anônimo, ao ver tanta cerveja sendo desperdiçada, fez o que qualquer bom cervejeiro faria: bebeu.

O estilo continuou popular ao longo do século XIX mas na virada para o século XX já não era mais tão requisitado e praticamente morreu logo antes da segunda grande guerra. Felizmente, nos último 20 anos o estilo foi ressuscitado e hoje em dia não é difícil encontrar ótimo exemplares.

Degustação:

Na apresentação, cor marrom escura, com alguns reflexos avermelhados. Espuma de densidade baixa e cor creme, com pouca persistência, tradicional nas porters, desapareceu praticamente por completo após alguns minutos.

No odor, café, chocolate e lúpulo (incrível como mostra o lúpulo fuggles aparece).

No paladar, começa com malte tostato, indo para um café expresso, que logo mostra um amargor no fundo da garganta e um after taste amargo mas em nada enjoativo ou agressivo.

Fica excelente com chocolate meio amargo, que foi uma verdadeira explosão de sabores na boca em sua mescla. 

Excelente! Prosit!

Fonte de alguns dados: http://www.bierboxx.com.br/estilo/porter

20/07/2011

Degustação de Cervejas de Trigo

Já dizia o Clive Vidiz, que é o maior colecionador de uísque do mundo e que tive oportunidade de assistir uma palestra: “Uísque bom é aquele que tu gosta. Pode ser Natu ou um 25 anos single malt. Misturado com coca-cola, agua de coco, o problema é teu, principalmente se tu que está pagando por ele!”.

Na mesma linha, chegando o inverno pelos pampas, resolvi comprar algumas cervejas de trigo para provar e registrar minhas opiniões. Como sempre, cerveja boa é aquela que tu gosta, e não tem muito guia claro disso. Mas vai as opiniões na ordem de melhor para pior avaliação! Também misturei cervejas de trigo bock, dunkel, etc, mas sempre com trigo na receita. 

 Weihenstephaner Vitus: Surpreende por ser uma bock de trigo clara (primeira que vi). Mostra que é forte no alcool mas sem comprometer o doce do malte e levemente azedo e frutado, típico das cervejas de trigo. Na minha opinião, a que mais agradou! Primera na lista!

Edelweiss Hefe-Weisbier: Austríaca que ficou em segundo lugar por que é mais leve no alcool que a Vitus, que, na minha opinião combina mais com o inverno. Confesso contudo que esta cerveja me surpreendeu tanto quanto. Equilibro perfeito entre o azedo e frutado do trigo, com o frescor do lúpulo e doçura do malte.

ALenda Bier Weizenbock: Esta weiss feita em Morro Reuter no Rio Grande do Sul, surpreende. Já no copo revela toda essência do trigo e fermento, lembrando banana e cravo, mas também mostra seu álcool. Na boca, repete o adocicado sem comprometer, e ainda traz algo de cravo, com final mostrando o amargo do lúpulo e calor do álcool. Uma autentica cerveja de trigo tipo bock 100% nacional!

Erdinger Pikantus: Cerveja forte com trigo e maltes torrados. Sinceramente, para mim ficou para trás por que o álcool e a torrefação comprometem um pouco o balanço. O frutado esperado desaparece. Mas, para acompanhar algum doce, é uma boa pedida.

Kaiserdom hefe-weisbier: Desconfiava pelo preço, mas esta cerveja, que no aspecto é bem turva, peca em pouco corpo. É “aguada” na boca. Achei equilibrada no aroma e refrescante no lúpulo, porém merecia um mosto mais concentrado. Ideal para quem aprecia somente pilsen começar a conhecer outros tipos sem se assustar, mas só isto.

Backer de Trigo: Boa cerveja e opção nacional, mas acho que podia ser menos doce, pois a banana ficou forte demais. Talvez um pouco mais de lúpulo e corpo ajudariam.

Dado Bier Weiss e Bohemia Weiss: Da Bohemia eu já esperava, mas a da Dado tomou uma surra tão grande quando comparada com as outras que me decepcionei mesmo. Para quem acha que estou exagerando, abra uma Edelweiss e uma Dado, sirva e olhe contra a luz. Não preciso dizer mais nada….

15/07/2011

Shepherd Neame 1698 Strong Ale


A Cervejaria Shepherd Neame é a mais antiga da Inglaterra, fundada em 1698, e além de suas cervejas, onde a mais famosa é a Spitfire, com anúncios curiosos e engraçados, também possui aproximadamente 360 pubs, principalmente em Kent e Londres.

A Shepherd Neame 1698 Strong Ale foi elaborada pela primeira vez em 1998, para celebrar os 300 anos da cervejaria, e é uma ESB com bastante lúpulo (Thrice-hopped), típico das Kentish Ales. É uma Ale fermentada na garrafa, com excelente apresentação, teor alcoólico médio (ABV 6,5%), cor que remete ao Whisky, que se ressalta na garrafa transparente com rótulo azul.

Degustação.

No copo revela um acobreado brilhante, com um creme banco de bolhas de pequeno tamanho e média duração, mas que deixa bom colar no pint.
No aroma, pão, nozes, algo de malte frutado e lúpulo. es
No paladar, é inicialmente adocicado e cítrico. Depois o herbal do lúpulo predomina, com final levemente seco e amargo, com o álcool aparecendo. Deixa na língua uma sensação resinosa. Boa cerveja para degustar no inverno.

Prosit!

15/07/2011

A tão aguardada Tche Loco RuibirIPA, parceria do Lagom, Baldhead e do Sehn, vai ter sua inauguração na semana que vem, dia 18/07, no Lagom. Vamos nessa e pilchados prestar esta homenagem ao Rui.

Prosit!

11/07/2011

Coopers Extra Strong Vintage Ale 2009

Sobre a Cerveja:

A Cervejaria Coopers é um simbolo do empreendedorismo Australiano. A família Coopers produzia um fermentado vendido como elixir fortificante, e assim começou a cervejaria, até hoje controlada pela família.

Sou um amante das Strong e Vintage Ales. Acredito que algumas cervejas especiais também tem potencial de evolução com o tempo, se bem guardadas, comparável a bons vinhos. Com esta cerveja, não pode ser diferente. A Coopers coloca no rótulo que esta cerveja tem potencial de guarda e evolução de pelo menos 5 anos. A “safra” deste exemplar é 2009, ou seja, 3 anos. Comprei duas, uma vai ficar na adega para anos futuros. Tem 7,5% de álcool, o que é pouco até, considerando o estilo. Esta Ale é feita especialmente todo ano pela cervejaria, com “ingredientes selecionados” (como se fosse que ninguém diz isto de suas cervejas), e passa por um envelhecimento em barris de carvalho, no porão da cervejaria, conferindo mais robustez e guarda.

Degustação:

Cor cobre com reflexos vermelhos, meio turva. Espuma de densidade média e de média duração. No aroma, muito lúpulo (Saaz), algo de canela e chocolate. Na boca, começo cítrico e amargo, mas logo mostra notas de carvalho, novamente chocolate e também malte. O alcool se encaixa muito bem no conjunto. Muito boa cerveja.

Prosit!

11/07/2011

Primeiro Post

Pois é, depois de tanto tempo, e pela gratificante experiência que foi me envolver no Twitter como POA EM COPO, onde acabei conhecendo muita gente e trocando idéias sobre cerveja, que resolvi colocar a preguiça de lado e criar o site.

O custo é baixo, e minha ideia é reunir todas informações sobre o evento, assim como fazer dele um belo blog de temas relacionados a cerveja. Ainda, vou criar enquetes para os interessados irem votando, como o roteiro dos bares, as cervas, sugestões de novos lugares, xingar a mãe, etc….

Bom, é isto. 12 anos de história merecem este mínimo esforço. Aos poucos vou ir desativando o blog do blogspot e passando tudo para cá. Os próximos anos merecem!

Prosit!

Schutz

10/07/2011

BEBA MENOS, BEBA MELHOR!
START A REVOLUTION! DRINK BETTER BEER!

No twitter: @poaemcopo
e-mail: poaemcopo@yahoo.com